Rei Artur

Olá SISters,
Como vocês estão?
Espero que estejam tão bem quanto eu. E por que eu estou bem?
Bom, porque essa semana tivemos muitas revelações que vocês como leitoras assíduas desse blog com certeza já sabem…

Se você ainda não sabe clique aqui e descubra t u d o. 

Mas não estou aqui para comentar os acontecimentos da semana, nós temos diversos posts focados nisso. Meu objetivo é trazer mais conteúdo para a sua vida e não é apenas preencher o Droughtlander e sim também ampliar sua lista de livros para ler, filmes para ver e séries para assistir.

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Você já ouviu falar da história de uma espada presa em uma pedra que só poderia ser retirada quando uma pessoa pura de coração a arrancasse? Ou de determinados guerreiros reunidos sob um líder que os juntava em uma távola redonda? Quem sabe a história de um mago que foi responsável pela educação de um garoto que aparentemente não era ninguém?

Os nomes Merlin, ExcaliburCamelotGuinevere ou Lancelot te diz algo?? O post dessa semana, ou melhor, a lenda dessa semana, tem origem nas ilhas britânicas (assim como tudo nessa coluna, aparentemente) e conta sobre a história e as aventuras desses personagens lendários. Para agradar a todos os gostos, tenho indicações em diversos meios: livros, filmes e séries.

Antes de tudo e mais nada, quero indicar o nosso chá. Que tal entrar no clima do tópico de hoje comigo? Ótimo! Me acompanhe então com um chá bem característico:

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Lavanda! Uma das ervas mais usadas para chá na época que vamos abordar. Ele é bom para o cabelo, dores de cabeça e estresse.

Referência aqui.

No sudoeste da Inglaterra, em Somerset, tem uma pequena cidade chamada Glastonbury. Dizem ser um local mágico pois lá se encontrava a ilha de Avalon, bem conhecida nas lendas que contaremos hoje. Nessa cidade mágica tem as ruínas de Glastonbury Abbey, um Monsteiro construído no Sec.VII.

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Atrás dessa ruínas existe uma passagem, que muitos descrevem como encantada por toda a história ali vivada. Essa passagem te leva até um pomar. Seguindo por entre as macieiras você chega ao Jardins de Abbey, um grande canteiro de ervas, onde se encontram as ervas Arturianas. Nesse jardim existem as mesmas ervas da época do Rei Artur e há quem diga que se pode sentir a presença dele, da Lady Guinevere ou até de Morgana.

Então convido você a saborear junto comigo esse delicioso chá para viajarmos nas lendas do nosso convidado de hoje:

Rei Artur

Sim, como toda apaixonada por livros de fantasia, seria impossível que as lendas arturianas não fossem uma das minhas histórias favoritas de todos os tempos.

Como vocês devem imaginar, fui eu quem insistiu para minhas amigas do Clube do Tobias estudassem esse tema comigo.

Essa lenda está tão presente na sociedade ocidental, que até ditados populares existem. Quem nunca ouviu um: “pelas barbas de Merlin“?

São milhares de produções literárias e cinematográficas sobre isso. Até porque essa lenda é popular desde a idade média.

De todas as obras com as quais já tive contato preciso confessar que tenho sim uma preferida.

São os livros da trilogia Crônicas de Artur escritos por Bernard Cornwell. A forma com que ele retrata os fatos e os personagens principais é simplesmente encantadora. É o tipo de livro que tá aquela depressão quando você termina.

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Já perdi as contas sobre quantas vezes reli esses livros e mesmo assim sempre quando resolvo recomeçar sinto como se fosse um livro novo, devido aos detalhes e nuances que tomam um novo significado a cada nova leitura.

Lendas relacionadas aos cavaleiros da távola redonda, busca pelo Graal (isso já na época dos romances de cavalaria) e histórias sobre personagens secundários como Galahad e Lancelot permeiam a cultura popular desde muito tempo.

A história se passa mais ou menos no século V D.C., não temos um consenso nisso,  e se você leu meu último post precisa saber que esse na verdade é a continuação da história contada em Britannia.

Ou seja, o Império Romano ruiu, deixando as ilhas britânicas “desprotegidas” e prontas para o avanço dos saxões. Eis que surge um guerreiro destemido cujo sonho era reunir todos os reinos que compunham a Grã Bretanha na época em um para se proteger da ameaça iminente, que no caso eram os saxões.

Vou falar mais sobre isso nos próximos posts.

Esse é um tema recorrente na história britânica.

Neste livro somos apresentados a Artur, Guinevere, Merlin, Morgana, Lancelot e Derfel. Mas quem é esse último? É a solução narrativa que Cornwell encontrou para contar a história, ele é como se fosse nosso Forrest Gump, ele está presente em todos os principais eventos, mas seu nome é esquecido.

É fácil se envolver na história que o Monge Derfel nos relata. A princípio ele nos conta os acontecimentos de sua própria vida e pode demorar um pouco para a ação real começar, mas te garanto que vale MUITO a pena.

Nós também ficamos conhecendo um pouco da cultura celta, dos conflitos entre os povos e do crescimento do cristianismo, trazido pelos romanos, nas ilhas. Até a história de Tristão e Isolda aparece aqui.

Excalibur se chama Caledfwlch (galês), Merlin é um Druída na terceira idade, Lancelot um playboy e Guinevere, bem, te garanto que você vai terminar a trilogia gostando dela. O que é interessante nesses livros é o realismo com que o autor retrata os eventos e personagens lendários que pertencem à essa história.

A forma como a magia é retratada, como um misto de charlatanismo e indução, é muito interessante. Nós temos momentos muito divertidos de Merlin, eu garanto para vocês.

Esse livro tem muitos aspectos necessário para ser uma história envolvente. Amor, honra, virtudes e amizade. Mas também outros elementos como traição, vingança, guerra e morte. Me prolonguei muito aqui mas para sermos justas, eu avisei a vocês que era meu livro preferido.

Se você chegou até aqui, você é uma guerreira. Parabéns. 

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Minha próxima indicação volta ao chá de hoje. Ainda no ramo literário as Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley é um romance doentio e maravilhoso. É uma série de  quatro livros na qual conta a história do Rei Artur pela perspectiva das mulheres de sua vida na ilha de Avalon, uma ilha envolta por névoa, para se proteger do cristianismo.

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Nesse livro, nós vemos alguns aspectos do cânone clássico, como a Dama da Água, magia e encantamentos. Aqui também temos o aspecto do crescimento do cristianismo, que também aparece na indicação anterior.

O que ela faz aqui é mostrar outro lado das personagens femininas presentes nessa lenda, nos deixando envolvidas. Claro, todas possuem defeitos também. São personagens complexas, dentro de um contexto complexo e é isso o que as torna encantadoras.

Leiam, por favor. Vocês vão se apaixonar. Os livros são bem menores que os da DG, prometo. 

Esses livros são tão amados que tivemos também uma adaptação para televisão.

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Existe também um livro épico inacabado de J. R. R. Tolkien (autor de O Senhor dos Anéis) editado por seu filho Christopher Tolkien, chamado de A Queda de Artur, que eu recomendo para todos que desejam se aprofundar na lenda.

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Vou recomendar alguns filmes, não gosto particularmente de alguns deles, mas é importante para entendermos que existem muitas interpretações da lenda. São inúmeras as produções, mas vou começar com um clássico de 1967:

Outra indicação é o filme Rei Arthur de 2004 estrelado por Clive Owen como Arthur e Keira Knightley como Guinevere. Esse filme mostra como ficaram os reinos após a retirada dos romanos. Ele possui algumas incongruências, o roteiro não é dos melhores, mas vale a pena dedicar um tempinho sábado à noite quando todo mundo está festando e você está em casa…sem nada para fazer.

Recentemente lançaram mais um filme sobre ele. Mas confesso que não me agradou muito (acho que sou muito ligada a versão de Bernard Cornwell e ainda espero uma adaptação dela, o que torço para um dia acontecer).

Eu ainda não tive coragem de assistir mas se você já viu, deixe sua opinião aqui nos comentários.

Quanto a séries temos Camelot, produzida pela Starz (ora, ora). Eu assisti a primeira temporada, se você é série maníaca recomendo assistir apenas para comentar comigo depois, não tenho uma opinião formada sobre essa produção, seria legal trocar algumas idéias. Eu sou muito apegada a alguns aspectos da lenda de Artur, que infelizmente são deixados de lado aqui.

Também temos Merlin, mais focada no famoso mentor de Artur. Eu também não consegui assistir, aqui no Clube nós temos muitas coisas para ler e assistir, não damos conta de tudo, nos perdoe!

E a minha preferida, que fez parte da minha juventude é a minissérie Merlin de 1998:

Indiquei mais pela nostalgia, pois eu acho essa série tão lúdica que seria impossível esquecê-la. Quase tive que fazer uma pesquisa na deepweb para lembrar do nome.

Super anos 90, não?

Bom, basicamente é isso. Temos munição para um ano então sugiro tirar um ano sabático para assistir tudo. Eu mesma fiquei com vontade de fazer isso para conseguir reviver todas essas indicações.

E você, tem mais indicações sobre Rei Artur que eu deixei passar? Indique nos comentários, vamos trocar informações!

Au Revoir!

Até a próxima semana, mais especificamente na quinta-feira, sim, vamos mudar de dia, prepara o chá que você vai precisar!

 

#PayMyTherapy

#PayMyTea

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#ClubeDoTobias

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